Rajada

•maio 16, 2012 • Deixe um comentário

Imagem… Tenho a sensação de que não vou sobreviver a tanta dor. Não sei qual o lado da ferida, nem mesmo o tamanho que ela está. E quando penso que o dia já terminou, ainda tenho muitos desafios pela frente. A sensação que sinto é como andar em uma estrada e não ver o final. A realidade é muitas vezes um pesadelo e eu só queria ser feliz, e ela parece não ser muito fácil quando passamos por momentos confusos, conturbados. O que aconteceu? Eu não sei explicar. Sabe aquele dia que a sua vida está em ordem e vem uma rajada de vento e derruba tudo? Sinto falta de algum pertence, que pode estar perdido em qualquer canto… mas, eu não sei se terei de volta. É impossível não falar de dor quando tudo o que você sente no peito é isso. Mas,por mais que todo esse transtorno seja dolorido e dure um longo tempo para ser curado eu vou superar

Eles

•abril 19, 2012 • Deixe um comentário

Ela o ama. E sabe que muitas vezes o ama de forma egoísta. O amo tanto que muitas vezes deixa de pensar em si mesma, só para ter um tempo a mais perto dele, mesmo que o pouco tempo seja em pensamento. Ela o ama. E sente ciúmes. Ciúmes de quem muitas vezes pode estar ao lado dele, e ela não está. Sim, ela sabe do compromisso que existe e do quanto é evidente a fidelidade. Mas, ainda assim sente ciúmes, é inevitável… quando menos espera já confabulou um labirinto de dúvidas e angústias. E se arrepende. Ela tem certeza de que o amor pode ser maior do que tudo. Ela sabe o quer. E ela só quer saber de reconquistá-lo todos os dias, de deixar claro aos céus o quanto ele a faz feliz. Amar é mesmo viver um sonho, real. Ela acredita mesmo que é possível. E mesmo que haja tantas quedas, sente que isso aumenta ainda mais sua força, seu bem querer em ser ainda mais eles, juntos, sempre.

26

•março 27, 2012 • Deixe um comentário

ImagemA mesma sonhadora, um pouco mais gordinha, com os cabelos mais curtos e um pouco mais responsável. A que gosta de festa, mas que não gosta de dirigir com o som alto. Que não gosta de solidão, que ama estar com a família e amigos. Que muitas vezes vive de sonho, mas que sabe o quanto vale a vida e suas decisões. Que gosta sol, e aprecia uma sombra. Que chora por qualquer motivo. Que ora e tem plena certeza que seu melhor amigo é Deus, porque só Ele a vê da forma mais pura… Que não é santa, mas que odeia mentiras. Que muitas vezes não sabe se descrever, mas que está sempre em busca de explicações, das dúvidas que sente e claro, da felicidade

Diante

•março 20, 2012 • Deixe um comentário

Hora de desfazer as malas. Eternizar momentos marcantes. Fazer do próximo dia, um novo e magnificente dia! Hora de reposicionar os pensamentos. Executar ideias antes inconcebíveis… Hoje o que sou, faço ou aprendo são conceituados fio a fio, de forma homogenia. Não haverá temporal que derrubará o novo, o gritante impulso do que só nós podemos explicar, das marcas e traços…caminhos que só existiram no luzir nutridos de suspiros…paixão inumerável.

açucarada

•março 7, 2012 • Deixe um comentário

Naquela noite me despi,nunca me vi tão nua, crua, somente a alma. Depois daquela noite, todas as noites passaram a ser especiais, assim posso dizer que carrego aquele gosto até os dias de hoje. E afirmo que com você todas as noites são sempre belas. Há, por si, destinos que não nos pertencem mais… e quando você não está, falta uma parte, e que nada o substitui. E sei que muitas irão surgir, algumas um pouco amarelas, e como aquela, é quando você meu amor, surgir entre as frestas, trazendo todo brilho de volto. Enquanto você não vem, durmo abraçada a nossas lembranças, das noites estreladas… e que nossa vida seja sempre açucarada melecada de amor, porque dessa vida não se leva mais nada! amo você!

Novas Poesias Inéditas

•março 7, 2012 • Deixe um comentário

(Alberto Caeiro)

Não sei quantas almas tenho. 
Cada momento mudei. 
Continuamente me estranho. 
Nunca me vi nem acabei. 
De tanto ser, só tenho alma. 
Quem tem  alma não tem calma. 
Quem vê é só o que vê, 
Quem sente não é quem é,

Atento ao que sou e vejo, 
Torno-me eles e não eu. 
Cada meu sonho ou desejo 
É do que nasce e não meu. 
Sou minha própria paisagem; 
Assisto à minha passagem, 
Diverso, móbil e só, 
Não sei sentir-me onde estou.

Por isso, alheio, vou lendo 
Como páginas, meu ser. 
O que sogue não prevendo, 
O que passou a esquecer. 
Noto à margem do que li 
O que julguei que senti. 
Releio e digo :  “Fui  eu ?” 
Deus sabe, porque o escreveu

Não sei quantas almas tenho. 
Cada momento mudei. 
Continuamente me estranho. 
Nunca me vi nem acabei. 
De tanto ser, só tenho alma. 
Quem tem  alma não tem calma. 
Quem vê é só o que vê, 
Quem sente não é quem é,

Atento ao que sou e vejo, 
Torno-me eles e não eu. 
Cada meu sonho ou desejo 
É do que nasce e não meu. 
Sou minha própria paisagem; 
Assisto à minha passagem, 
Diverso, móbil e só, 
Não sei sentir-me onde estou.

Por isso, alheio, vou lendo 
Como páginas, meu ser. 
O que sogue não prevendo, 
O que passou a esquecer. 
Noto à margem do que li 
O que julguei que senti. 
Releio e digo :  “Fui  eu ?” 
Deus sabe, porque o escreveu

sem ar

•janeiro 25, 2012 • Deixe um comentário

Dias em que pelo barulho do vento sinto a sensação de perda… de alguns sentidos e no meio deles um sentimento que preenchia tudo em mim se esvai. É quando deixo de sentir gostos, cheiros e até a vontade de viver. Como pode um simples ruído transformar-se em uma grande tempestade? Os pés que não encontram o chão firme, as mãos que procuram onde se apoiar. E no peito uma inquietação imensa. Ali caberia um balão e nada mais. São tantas coisas que ainda faltam, são detalhes que fazem muita diferença, o tempero. Mas, é importante ter o cuidado pra que seja na medida certa. Não deixar que nenhuma brisa se inicie e aproveitar pra encher o coração de esperança, mesmo que haja incompreensão… mesmo que leve um tempo para recuperar o fôlego.

 
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